quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Sobre seleções, perfis e indicações


Por Bruno Toribio Xavier
Seleções

Já há algum tempo que venho percebendo algo estranho nessas seleções atuais. Mesmo que eu não tenha vivido os processos de dez ou mais anos atrás, penso que muita coisa deve ter mudado para melhor. O advento dos perfis profissionais online ajudam os recrutadores a selecionarem as “vítimas” antes do abate. Eles trabalham sempre com perfis muito bem definidos e competências desejáveis na ponta da língua. Esquecem que somos seres humanos limitados e que olhar pra baixo ou gesticular demasiadamente pode fazer parte de um descontrole emocional momentâneo. Enfim, essas regras de como se comportar nessas entrevistas enche a paciência de qualquer um. Eu me recuso a seguir essas regras. Eu sou um ser humano único, como cada um de nós e com características exclusivas. Se você fala a verdade é visto com maus olhos e se mente descaradamente pode ser descoberto, ou seja, uma piada! O pior de tudo é que muitas vezes colocam recrutadores na ponta do processo para filtrarem profissionais, os quais possuem escolaridade e experiência profissional muito menor do que os próprios candidatos, como isso pode dar certo? Tenho muitos exemplos de contatos de recrutadores com erros de português mais graves do que estes que cometo diariamente. Uma lástima.

Perfis e indicações


Pelo menos na minha área, começam a aparecer recrutadores buscando Mestres e Doutores para funções de Gerência em empreendimentos rurais. Entretanto na hora que os colegas fazem as entrevistas são taxados como muito acadêmicos! Mesmo aqueles que têm experiência de campo. Querem gestores com formação diferenciada, mas não compreendem a complexidade e abrangência de um curso de Pós-Graduação Stricto Sensu. Enfim, quando alguém vier me pedir indicação vou ser bem chato, pois não quero perder meu tempo indicando, expondo um colega para não ter nem uma resposta que se preze ao final do processo.