Por Bruno Toribio Xavier
A cada dia que passa essa questão se torna mais urgente na
Agronomia. Nas salas de aulas, em geral, os Professores continuam exigindo dos
estudantes um comportamento “standart”, e é mais chic ser “standart” do que
padrão. Dessa forma deixamos de conversar sobre as muitas possibilidades que
surgem do diálogo com o Agricultor/Agricultora no campo e passamos apenas a
despejar mais tecnologia aos mesmos. Ainda temos a esperança de “conscientizá-los”.
Até quando?
Não vejo solução para esse imbróglio que não seja pela
reconstrução da nossa forma de lidar com os estudantes e, por conseguinte
destes com o homem/mulher do campo. Está mais do que na hora de nos despirmos
dessa aura de doutores do saber e nos voltarmos para as questões mais caras a
Agronomia atual. Até quando conseguiremos manter toda essa estrutura do
Agronegócio rodando apenas baseado no input de verbas governamentais (financiamentos)
e pacotes tecnológicos?
A comunicação rural pode contribuir não só para o redesenho
dos agroecossistemas, mas determinantemente para a elaboração de práticas no
contexto do Agronegócio baseadas no planejamento racional e da
sustentabilidade.
Esses são apenas um dos temas que trato no livro que lançarei
em breve em formato digital, esperando contribuir para esta discussão.
