quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Educação ambiental da boca pra fora!

                

                                                                                                                           Por Bruno Toribio Xavier


      Educação ambiental não é para quem quer. Falar e fazer educação ambiental requer mais do que uma formação específica, requer sensibilidade com os elementos que constituem a BIODIVERSIDADE, inclusive o homem. Associar degradação ambiental com altas taxas de natalidade das mulheres nordestinas soa como ignorância e indelicadeza sem tamanho. Da mesma forma incriminar os produtores rurais por produzirem alimentos em tipos de agriculturas menos diversas também é incorreto.

      E o que dizer de alguém que sugere PRESERVAR incondicionalmente a BIODIVERSIDADE? É no mínimo chocante. Tenho escutado isso de muitos colegas que defendem a agricultura em bases agroecológicas, é um acinte.

     Todas as formas de Agricultura, quando bem desenvolvidas, contribuem muito para que estas falácias sejam desmontadas e traduzidas para uma aplicação prática diária de cada agricultor e agricultora. 


      Precisamos de uma Educação Ambiental integradora e não segregadora, ou seja, uma disciplina que pense o ambiente e nossa intervenção nele como um processo indissociável. Esta é uma prática que deve acontecer desde já, nas salas de aula ou no campo, mas sempre buscando a integração dos processos e minimização de impactos.

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