Por Bruno Toribio Xavier
Educação
ambiental não é para quem quer. Falar e fazer educação ambiental requer mais do
que uma formação específica, requer sensibilidade com os elementos que
constituem a BIODIVERSIDADE, inclusive o homem. Associar degradação ambiental
com altas taxas de natalidade das mulheres nordestinas soa como ignorância e
indelicadeza sem tamanho. Da mesma forma incriminar os produtores rurais por
produzirem alimentos em tipos de agriculturas menos diversas também é
incorreto.
E o que dizer de
alguém que sugere PRESERVAR incondicionalmente a BIODIVERSIDADE? É no mínimo
chocante. Tenho escutado isso de muitos colegas que defendem a agricultura em
bases agroecológicas, é um acinte.
Todas as formas
de Agricultura, quando bem desenvolvidas, contribuem muito para que estas
falácias sejam desmontadas e traduzidas para uma aplicação prática diária de
cada agricultor e agricultora.
Precisamos de
uma Educação Ambiental integradora e não segregadora, ou seja, uma disciplina
que pense o ambiente e nossa intervenção nele como um processo indissociável.
Esta é uma prática que deve acontecer desde já, nas salas de aula ou no campo,
mas sempre buscando a integração dos processos e minimização de impactos.
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