Por Bruno
Toribio Xavier
Engº Agrº
D.Sc. Solos e Nutrição de Plantas/UFV
Participei na última semana do Workshop
Biogás: Alternativa de Energia Renovável Rural – Agroindustrial na cidade de
Cascavel/PR. O tema chamou a atenção, pois me remeteu aos tempos de estudante
de Agronomia, quando ao visitar um campo experimental do Serviço de Tecnologias
Alternativas/SERTA no município pernambucano de Glória do Goitá, fui
apresentado a um biodigestor. Até então, eu não fazia a mínima ideia do que
aquilo significava, tampouco de suas possibilidades.
Falando de possibilidades, aqui no
oeste e sudoeste do Estado do Paraná, o biogás configura-se como um grande
potencial, devido à produção de animais de corte. Ocorre que para ampliar a sua
capacidade de produção, o produtor precisa dar destinação adequada aos rejeitos
provenientes dessas atividades. É justamente ai que, nós, Agrônomos podemos
contribuir para o desenvolvimento da Agroenergia no nosso país.
A diversificação da nossa matriz
energética contribui para uma economia rural sustentável, ao passo que deixa
para trás o cenário desafiador que os agricultores e produtores rurais de uma
forma geral encontraram no passado, cenário este que proporcionou um desgaste
do solo e, por conseguinte a instalação de processos erosivos deste importante
recurso natural.
Neste sentido, é importante que
conheçamos o Decreto 5163/2014, o qual é justamente o marco legal das energias
renováveis para atendermos nossos clientes com informação sempre atualizada e
ampla.
Para finalizar, para além da produção
de biogás e não menos importante, temos a possibilidade de trabalhar com a
aplicação do digestato (produto final da biodigestão), mais conhecido como
biofertilizante. E é aqui que mora toda a possibilidade de atuação do Agrônomo
neste mercado promissor: precisamos conhecer esse produto final, pois não há
mais espaço para amadorismos e riscos desnecessários. Assim como o manejo dos
biodigestores requer o emprego de uma tecnologia constantemente em evolução,
também é necessário caracterizar o digestato visando sua utilização na
agricultura.
Por fim, gostaria de deixar uma fala
do Pesquisador Airton Kunz (EMBRAPA Suínos) registrada durante uma das
palestras do Workshop: “Não existe soluções e sim
alternativas aplicáveis a diferentes realidades!”.
